Prazer da Leitura

23 Dezembro, 2009

AUMENTO DO IPTU NA CIDADE DE JUIZ DE FORA

Arquivado em: Uncategorized — Raphael Reis @ 12:02 am

É difícil distinguir os nomes do ex-prefeito e do atual prefeito de Juiz de Fora. Se não estou equivocado, o primeiro atende pelo nome de Alberto Bejani, e o segundo, por Custódio Mattos. Apesar de que, creio, há um equívoco: o ex-prefeito é o Alberto Mattos e o atual seja Custódio Bejani. Enfim, esta confusão onomástica pouco importa. Qual seria a diferença entre eles, afinal? Nenhuma, responderia do ponto de vista prático. Todos os dois foram eleitos através de promessas de final de ano, as quais parecem que a memória da população e da sociedade civil, realmente, sofre de um esquecimento de quatro em quatro anos. O ex-prefeito, Alberto Bejani, prometeu diminuir o preço da passagem, resultado: a aumentou continuamente e até embolsou alguns milhares de trocados – infelizmente o poder judiciário, ainda no seu andar de tartaruga, para quem detêm poder, não deferiu um parecer favorável, no mínimo, uma prisão de alguns anos. O outro, o prefeito Custódio Mattos, inteligente e em surdina do jogo hipócrita, chamado democracia, dentro da legalidade, conseguiu com o cabresto, fazer com que a base aliada votasse a favor do aumento de 20% do IPTU. Não precisa ser um gênio ou um cientista político para saber que o aumento do IPTU seria aprovado pelas excelências do legislativo. Deste desfecho, podemos chegar a algumas conclusões: – a população e a sociedade civil continuam mansas, sem conhecimento político e sem participação política efetiva. Deveriam imitar os cidadãos franceses, que desrespeitam a legalidade imposta e colocam medo em seus representantes quando vão às ruas. Isto que falo não é nenhuma blasfêmia contra a democracia; embora, para isso, seja necessário o conhecimento da obra “Desobediência Civil”, de Hanry Thorau, que influenciou Gandhi e Luther King; – que Bejani fez escola: os políticos aprenderam “direitinho” a receita do bolo; só necessitam ser mais espertos para não caírem nas mãos da polícia federal – se é que esta última faz algo contundente e eficaz contra poderosos; – que cada vez que passa, os políticos conseguem ser mais sicofantas em seus discursos; – há uma esperança: politização da sociedade e uma organização mais forte da sociedade civil, que não tenha medo de garantir sua vontade – não é isso que significa, etimologicamente, a palavra democracia? Enfim, dando nome aos bois: Os que votaram a favor do aumento: Chico Evangelista, José Laerte, Luiz Carlos, José Tarcício, Pastor Carlos, Fiorilo, Ana do Padre Frederico, José Emanuel, João do Joaninho, Tico-Tico e Rodrigo Mattos. Abstenção: a lamentável figura de Noraldino Jr., que se manteve neutro com o discurso que o partido poderia reprimi-lo. Os que votaram contra o aumento: Betão, Castelar, Flávio Cheker, Júlio Gasparete, Figueirôa e Isauro Calais. Não se engane prezado leitor, se politize e passe a conhecer mais os vereadores de sua cidade, pois o que venho observando são vereadores que mal sabem ler seus discursos; que confundem política com assistencialismo; que usam da plenária para fazer discursos demagógicos, etc. Enfim, tenho para mim que essa sem “vergonhice” – desculpe a expressão-, só irá terminar na medida em que as pessoas se politizarem, participarem e pararem de reclamar em seu espaço privado. Preparem-se para o aumento da passagem de ônibus municipal! Leia a reportagem da repórter Táscia Souza: http://www.tribunademinas.com.br/politica/politica10.php Juiz de Fora, 22 de dezembro de 2009.

30 Novembro, 2009

Quem tem medo do Kindle?

Arquivado em: Uncategorized — Juliana @ 11:43 pm

Reproduzo aqui uma matéria muito interessante que saiu na Tribuna de Minas do dia 22/11. Pra quem quer saber mais sobre o Kindle clique aqui.

_______________________________________________________

Quem tem medo do Kindle?

Leonardo Toledo

Ele chegou fazendo barulho e prometendo colocar abaixo uma tradição que já dura mais de 500 anos. Há quem duvide. Divergências a parte, o fato é que o Kindle, leitor de livros eletrônicos (e-books) da Amazon, levantou a poeira de uma questão que veio à tona no fim do XX, com o início da popularização do computador, e andava um tanto esquecida em meio à velocidade da evolução tecnológica. Seria esse pequeno e frágil aparelho o responsável por decretar o fim do papel?

O professor Rogério de Souza Sérgio Ferreira, responsável pela disciplina “Tecnologias do texto” do curso de Letras da UFJF, acredita que a novidade não invalida o formato tradicional de leitura. “É um recurso a mais, que não vai fazer concorrência ao suporte tradicional. Há limitações nesse produto que farão as pessoas continuarem a usar o livro”, afirma, lembrando que a primeira dificuldade para os juizforanos será o próprio download dos e-books, feito através da tecnologia 3G, ainda não disponível na cidade. Através do Kindle, o usuário pode comprar um e-book diretamente do site da Amazon. O arquivo será transmitido pela empresa, em menos de um minuto, utilizando rede sem fio.

A professora da Faculdade de Letras da UFMG Carla Viana Coscarelli, que desenvolve pesquisas nas áreas de letramento digital e novas interfaces de leitura, também não acredita que o aparelho vai acabar com o livro convencional. Segundo ela, o Kindle contraria a tendência pós-moderna da convergência de mídias em um mesmo suporte. “A legibilidade é muito boa, e você pode mudar o tamanho da fonte, o que é ótimo, mas não acredito que seja preciso ter um aparelho só para ler. Os laptops e palm tops já fazem isso”, opina a educadora, que já teve a oportunidade de ver o leitor da Amazon de perto, mas não se interessou em comprar um.

Críticas positivas e negativas
Usuários da novidade também não pouparam o Kindle de duras críticas nos fóruns de discussão da internet. Em geral, o produto tem decepcionado pela quantidade pequena de títulos disponíveis em português e pelo fato de impedir o compartilhamento de arquivos, algo que contraria a função social de circulação que o livro sempre exerceu. “Não se pode emprestar um e-book desses, a não ser que se empreste o aparelho inteiro”, destaca Rogério Ferreira.

Outro fator de resistência à essa tecnologia seria o conforto proporcionado pelo papel, suporte do qual o leitor já é íntimo. “As pessoas não vão se livrar de um hábito como esse do dia para a noite. É uma questão de tempo, mas a substituição total é difícil de acontecer. Estamos somando mais um meio”, pondera Carla Coscarelli. O preço elevado também é outro fator que tem limitado a adesão de leitores. No site de Amazon, a versão mais atual custa U$ 489 (cerca de R$ 850 pela cotação do dólar da última quinta-feira).

Por outro lado, a capacidade do aparelho de acumular até 3.500 livros na memória, aliada à facilidade para baixar títulos importados por uma média de U$ 10 (pouco mais de R$ 17) salta aos olhos de acadêmicos e aficionados por livros em geral. Da maneira convencional, a aquisição sai por um preço bem mais elevado, além de demorar semanas até que a encomenda chegue às mãos do destinatário. “Desse ponto de vista, é quase uma biblioteca móvel”, comenta Rogério, que pretende, em breve, comprar um Kindle.

Leitor sem papel
“Qualquer tecnologia que venha motivar a leitura é muito bem vinda”, opina a coordenadora do mestrado em letras e literatura brasileira do Centro de Ensino Superior (CES-JF), Nícea Helena Nogueira. Adepta dos e-books e outros recursos virtuais, a professora ministra alguns de seus cursos sem recorrer ao papel. “É uma rotina muito econômica e que tem uma portabilidade muito boa, já que não acumulamos papel”, afirma, ressaltando que o meio virtual tem se mostrado um importante aliado, proporcionando acesso gratuito a clássicos da literatura (caso do site Domínio Público) e a obras raras escanealizadas.

Os três especialistas são unânimes ao considerar que o Kindle pode desencadear um aumento no índice de leitura entre os jovens, acostumados desde a infância à velocidade da tecnologia. O efeito esperado é o mesmo dos programas de bate-papo pela internet, como o MSN, que estariam fazendo os adolescentes escreverem mais. “É outro público. Se é papel ou texto digital não importa, o que vem ao caso é a qualidade da leitura”, comenta Nícea. “Há uma convergência entre velho e novo, e todos saem ganhando com isso”, complementa Rogério.

Só o começo

As críticas ao design e à funcionalidade, indicam que o Kindle é apenas o primeiro passo para um produto que precisa de aprimoramento. Os rumores, aliás, são de que protótipos de três empresas concorrentes estariam em fase de testes, alguns deles prometendo um aparelho mais fino, com tela flexível e que lê imagens em cor.

Há dois anos disponível no mercado norte-americano, o leitor já tem três diferentes versões. Nas duas mais recentes, o Kindle 2 e o Kindle DX, o usuário também pode optar por receber jornais, diariamente. As primeiras tentativas de criar um aparelho exclusivo para a leitura de e-books teriam surgido em 1998, mas o produto só foi viabilizado graças à invenção do chamado papel virtual, fosco, com bom nível de contraste e menos cansativo que a tela de computador.

29 Novembro, 2009

O real Maravilhoso no filme Besouro

Arquivado em: Cinema e Literatura — LeoGrav @ 10:00 pm
O objetivo desta análise é fazer uma transposição de conceito do gênero literário, conhecido como real maravilhoso, para relacioná-lo com o filme brasileiro, Besouro.
Antes, é necessário algumas considerações acerca do conceito de Realismo Mágico e do Real Maravilhoso.
O Realismo Mágico nasce na europa do século XX, especificamente na Alemanha. Foi utilizado por pintores – de viés surrealista – para designar uma pintura que alterasse a realidade. No gênero literário o primeiro a utilizar foi o venezuelano Arturo Uslar Pietr.
Entretanto, com o avançar da teoria literária, desenvolveu-se um novo conceito, a saber: Real Maravilhoso, com o cubano Alejo Carpentier, em seu livro intitulado “Lo Maravilloso”.
A diferença entre Realismo Mágico e Real Maravilhoso para Alejo Carpentier é que o primeiro conceito designa uma fase que fora influenciada pelo surrealismo, ou seja, para se conseguir os efeitos fantásticos os autores criaram construções fora do c otidiano, como por exemplo: reis com cabeças de animais e que detinham poderes; objetos que revelavam um poder extraordinário, etc. Para este escritor e teórico, este tipo de produção é uma pobreza da imaginação (Prólogo do livro El reino de este mundo). Já o Real Maravilhoso propõe o fantástico extraído do cotidiano, do comum, não precisa de recursos extras, pois o maravilhoso está presente na realidade. Para Alejo a América Latina seria o real maravilhoso.
O gênero do Real Maravilhoso teve seu boom nas décadas de 60/70, principalmente na América Latina. Alguns escritores que utilizaram este recurso literário foram: o colombiano Gabriel Garcia Marquez; os argentinos Borges e Cortázar; o cubano Alejo Carpentier; o brasileiro José da Veiga, etc.
Ao fazer um paralelo entre a obra do cubano Alejo Carpentier intitulada “El reino de este mundo” e o filme Besouro, produção de  Vicente Amorim, Fernando Souza Dias, João Daniel Tikhomiroff; encontramos alguns elementos em comum.
No livro de Carpentier o real maravilhoso está na história do Haiti, em sua religião, o Vudu. O Vudu foi uma mecanismo cultural, através do escravo Mackandal de possibilitar a união, a identidade e consciência dos escravos haitianos frente a colonização francesa, culminando na Independência do Haiti em 1804.
No filme Besouro, o real maravilhoso está na capoeira, no Candomblé (crença do corpo fehado),através do capoeirista denominado Besouro que também ensejará a união, a identidade e a consciência dos escravos que viviam no começo da década de XX no Brasil, na região nordeste.
Mesmo findo a escravidão, a situação real em alguns lugares era de marginalização e a condição de não cidadãos da República, o que fazia voltar as velhas práticas da escravidão, agora nas mãos dos coronéis.
Enfim, o recurso do Real Maravilhoso muito usado na literatura foi utilizado de forma genial no filme, além dos elementos parecerem muito com as do livro supracitado do autor cubano.
É oportuno a leitura do livro O Reino deste Mundo, assim como, uma passagem ao cinema para ver Besouro.
25/11/2009 por Raphael Reis

Raphael Reis
Pós-Graduando em Políticas Públicas e Gestão Social (UFJF)
Graduado em História (UFJF)
Tutor de Espanhol (UFJF)
raphaeloliveirareis@yahoo.com.br
(32) 8823-7540

22 Novembro, 2009

Em Juiz de Fora, “Seminário Euclides da Cunha: cem anos sem”

Arquivado em: Eventos — LeoGrav @ 5:57 pm

Euclides da Cunha descobriu o Brasil costa adentro. Depois de mais de um século da façanha, falta ao país desvendar o escritor por inteiro. Essa será a proposta do “Seminário Euclides da Cunha: cem anos sem”, que celebra o centenário de morte do autor de “Os sertões”. Promovido pelo Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) – em parceria com o Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES) e com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) – o evento tem início na próxima quarta-feira. Segundo o pró-reitor de cultura da UFJF, José Alberto Pinho Neves, o objetivo da iniciativa é discutir a contribuição oferecida pelo literato carioca ao cenário da cultura nacional, além de despertar os olhares de leitores e estudantes para outras de suas obras, tão importantes quanto a que retratou a tragédia de Canudos.

Cem anos sem

Programação

Quarta
17h: Abertura
17h30: “Euclides da Cunha” – Daniel Piza
19h: “Euclides da Cunha e a tradição literária brasileira” – Marcos Rogério Cordeiro (UFMG)

Quinta
17h: “Os Sertões, a antropologia biológica e o nacionalismo” – Luiz Costa Lima (PUC / RJ)
18h30: “Euclides da Cunha: sintoma do cânone” – Flávio Rena Kothe (UnB)
19h30: Exibição de “Guerra de Canudos” (1997, 169 min) – com direção de Sérgio Rezende

Sexta
17h: “Canudos e o pêndulo de Euclides: novas vozes, outras viagens” – Aleilton Fonseca (UEFS)
18h30: “A Canudos de Vargas Llosa” – Rinaldo de Fernandes (UFPB)

 

Fonte: Tribuna de Minas

 

8 Novembro, 2009

Convite a leitura

Arquivado em: Outros — LeoGrav @ 2:53 pm

O grupo de leituras é  um espaço onde algumas pessoas se reúnem para comentar a leitura realizada, estreitar amizades e até mesmo saborear algum petisco!

A montagem de um clube de leitura perpassa, primeiramente, por questões de afinidade e do desejo de compartilhar idéias, tornando a leitura algo mais prazerosa na medida em que ocorre a circularidade da informação.

Outro passo importante é delimitar o que se quer: um grupo de leitura de obras clássicas ou de História ou de literatura em geral, etc. Por exemplo, no grupo que participo na cidade de Juiz Fora – Prazer da Leitura – abrimos espaço para qualquer tipo de leitura.

O ideal é que o grupo tenha no máximo 8 integrantes, pois facilita os encontros, as discussões e as amizades. Geralmente, o encontro ocorre uma vez por mês com duração aproximada de 2 horas na casa de um dos participantes ou em locais como Cyber Café.

A aventura da leitura se dá de uma maneira extremamente agradável e dinâmica. Antes de entrar propriamente dito nos comentários referentes à obra escolhida, os participantes trocam “artigos de perfumaria”, conforme expressão de um dos veteranos de clube de leituras, Leo Rosa. Estes artigos de perfumaria podem ser poesias, canções ou algum material informativo. Depois, há uma contextualização da obra e do autor – elementos fundamentais, haja vista que os integrantes terão que pesquisar informações aprofundando o entendimento da leitura.

Além destas características mencionadas, é valido ressaltar a importância da assiduidade e do comprometimento com a leitura a ser realizada.

E agora? Monte o seu grupo ou clube de leitura e permita-se a deliciar de uma nova oportunidade de crescimento cultural e social!  

Raphael Reis
Pós-Graduando em Políticas Públicas e Gestão Social (UFJF)
Graduado em História (UFJF)
Tutor de Espanhol (UFJF)
raphaeloliveirareis@yahoo.com.br

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.