Prazer da Leitura

30 Novembro, 2009

Quem tem medo do Kindle?

Arquivado em: Uncategorized — Juliana @ 11:43 pm

Reproduzo aqui uma matéria muito interessante que saiu na Tribuna de Minas do dia 22/11. Pra quem quer saber mais sobre o Kindle clique aqui.

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Quem tem medo do Kindle?

Leonardo Toledo

Ele chegou fazendo barulho e prometendo colocar abaixo uma tradição que já dura mais de 500 anos. Há quem duvide. Divergências a parte, o fato é que o Kindle, leitor de livros eletrônicos (e-books) da Amazon, levantou a poeira de uma questão que veio à tona no fim do XX, com o início da popularização do computador, e andava um tanto esquecida em meio à velocidade da evolução tecnológica. Seria esse pequeno e frágil aparelho o responsável por decretar o fim do papel?

O professor Rogério de Souza Sérgio Ferreira, responsável pela disciplina “Tecnologias do texto” do curso de Letras da UFJF, acredita que a novidade não invalida o formato tradicional de leitura. “É um recurso a mais, que não vai fazer concorrência ao suporte tradicional. Há limitações nesse produto que farão as pessoas continuarem a usar o livro”, afirma, lembrando que a primeira dificuldade para os juizforanos será o próprio download dos e-books, feito através da tecnologia 3G, ainda não disponível na cidade. Através do Kindle, o usuário pode comprar um e-book diretamente do site da Amazon. O arquivo será transmitido pela empresa, em menos de um minuto, utilizando rede sem fio.

A professora da Faculdade de Letras da UFMG Carla Viana Coscarelli, que desenvolve pesquisas nas áreas de letramento digital e novas interfaces de leitura, também não acredita que o aparelho vai acabar com o livro convencional. Segundo ela, o Kindle contraria a tendência pós-moderna da convergência de mídias em um mesmo suporte. “A legibilidade é muito boa, e você pode mudar o tamanho da fonte, o que é ótimo, mas não acredito que seja preciso ter um aparelho só para ler. Os laptops e palm tops já fazem isso”, opina a educadora, que já teve a oportunidade de ver o leitor da Amazon de perto, mas não se interessou em comprar um.

Críticas positivas e negativas
Usuários da novidade também não pouparam o Kindle de duras críticas nos fóruns de discussão da internet. Em geral, o produto tem decepcionado pela quantidade pequena de títulos disponíveis em português e pelo fato de impedir o compartilhamento de arquivos, algo que contraria a função social de circulação que o livro sempre exerceu. “Não se pode emprestar um e-book desses, a não ser que se empreste o aparelho inteiro”, destaca Rogério Ferreira.

Outro fator de resistência à essa tecnologia seria o conforto proporcionado pelo papel, suporte do qual o leitor já é íntimo. “As pessoas não vão se livrar de um hábito como esse do dia para a noite. É uma questão de tempo, mas a substituição total é difícil de acontecer. Estamos somando mais um meio”, pondera Carla Coscarelli. O preço elevado também é outro fator que tem limitado a adesão de leitores. No site de Amazon, a versão mais atual custa U$ 489 (cerca de R$ 850 pela cotação do dólar da última quinta-feira).

Por outro lado, a capacidade do aparelho de acumular até 3.500 livros na memória, aliada à facilidade para baixar títulos importados por uma média de U$ 10 (pouco mais de R$ 17) salta aos olhos de acadêmicos e aficionados por livros em geral. Da maneira convencional, a aquisição sai por um preço bem mais elevado, além de demorar semanas até que a encomenda chegue às mãos do destinatário. “Desse ponto de vista, é quase uma biblioteca móvel”, comenta Rogério, que pretende, em breve, comprar um Kindle.

Leitor sem papel
“Qualquer tecnologia que venha motivar a leitura é muito bem vinda”, opina a coordenadora do mestrado em letras e literatura brasileira do Centro de Ensino Superior (CES-JF), Nícea Helena Nogueira. Adepta dos e-books e outros recursos virtuais, a professora ministra alguns de seus cursos sem recorrer ao papel. “É uma rotina muito econômica e que tem uma portabilidade muito boa, já que não acumulamos papel”, afirma, ressaltando que o meio virtual tem se mostrado um importante aliado, proporcionando acesso gratuito a clássicos da literatura (caso do site Domínio Público) e a obras raras escanealizadas.

Os três especialistas são unânimes ao considerar que o Kindle pode desencadear um aumento no índice de leitura entre os jovens, acostumados desde a infância à velocidade da tecnologia. O efeito esperado é o mesmo dos programas de bate-papo pela internet, como o MSN, que estariam fazendo os adolescentes escreverem mais. “É outro público. Se é papel ou texto digital não importa, o que vem ao caso é a qualidade da leitura”, comenta Nícea. “Há uma convergência entre velho e novo, e todos saem ganhando com isso”, complementa Rogério.

Só o começo

As críticas ao design e à funcionalidade, indicam que o Kindle é apenas o primeiro passo para um produto que precisa de aprimoramento. Os rumores, aliás, são de que protótipos de três empresas concorrentes estariam em fase de testes, alguns deles prometendo um aparelho mais fino, com tela flexível e que lê imagens em cor.

Há dois anos disponível no mercado norte-americano, o leitor já tem três diferentes versões. Nas duas mais recentes, o Kindle 2 e o Kindle DX, o usuário também pode optar por receber jornais, diariamente. As primeiras tentativas de criar um aparelho exclusivo para a leitura de e-books teriam surgido em 1998, mas o produto só foi viabilizado graças à invenção do chamado papel virtual, fosco, com bom nível de contraste e menos cansativo que a tela de computador.

20 Agosto, 2009

Skoob – o que você anda lendo?

Arquivado em: Uncategorized — Juliana @ 12:33 am

Dia desses recebi um convite pra participar de uma rede social para amantes da leitura chamda Skoob. Você também não conhecia? Leia mais abaixo pra saber do que se trata:

“No Skoob você cria sua estante virtual com os livros que já leu, inclusive aqueles da sua infância (Pequeno príncipe, Coleção-Vagalume e vários outros estão lá.) Assim você relembra as histórias e pode trocar comentários com aquele seu amigo ou amiga o qual nem imaginava que havia lido também.
O Skoob é também um ótimo lugar para pegar dicas para suas próximas leituras e fazer novas amizades.”

Pra quem se interessar:  www.skoob.com.br
E leia mais aqui.

1 Agosto, 2009

O que o Saramago acha do Twitter

Arquivado em: Outros — Juliana @ 11:50 pm

“Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”

E vc o que acha?

Eu sinceramente achei um pouco radical, mas ele tem direito de expressar a opinião dele. Fato é que não devemos levar o Twitter tão a sério (e nem o Saramago, fora dos seus livros).

11 Setembro, 2008

Blindness estréia nessa sexta-feira

Arquivado em: Uncategorized — Juliana @ 11:39 pm

Sei que já falamos sobre essa adaptação de “Ensaio sobre a cegueira”, mas como estréia nos cinemas essa semana achei interessante colocar o trailer aqui.

Clicando aqui tem uma resenha bem interessante sobre o filme. Abaixo segue um trecho dela:
O drama é um retrato cru, incômodo e parado de uma epidemia de cegueira que atinge, aos poucos, toda a população mundial.

O filme tenta agradar o público que leu o romance e assim não dá as cartas de uma grande produção, pelo contrário: se esquiva dos valores estéticos, usa telas brancas para retratar a cegueira e abusa da luminosidade.

E aí, quem se interessou em ver? Confesso que estou fortemente tentada, rs.

7 Agosto, 2008

Audiolivro

Arquivado em: Uncategorized — Juliana @ 3:26 pm

Saiu essa semana na Tribuna uma matéria bem interessante sobre audiolivros. “Nos Estados Unidos, os livros sonoros já são sucesso de mercado há mais de 40 anos. Só o site Audible (www.audible.com) disponibiliza um acervo de 40 mil audiolivros em formato MP3 para download. Pelo valor de uma assinatura mensal, o consumidor tem direito a baixar dois livros por mês.”

Aqui no Brasil temos o www.audiolivro.com.br que começou a colocar também títulos espíritas como O Evangelho segundo o espiritismo e Violetas na Janela. Infelizmente não são de graça, paga-se um valor para fazer seu download.

Temos também a Livro Sonoro (www.livrosonoro.com), que investe nos vestibulandos como público-alvo e também tem que pagar para fazer o download.

Muito interessante, principalmente pra quem usa e abusa do MP3 todos os dias, vale a pena colocar uns livros pra ir escutando.

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